segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Resenha: O último bailarino de Mão

Editora: Fundamento
Aut@r: Li Cuxin
Capa: Achei a capa um pouco poluída, tem muita informação, muito texto tomando conta da imagem. Poderia ser mais limpa, conseguiria chamar atenção do mesmo modo.
Narrativa: A linguagem traz o cotidiano de maneira tão aplicada que você vicia a cada parágrafo, querendo permanecer no livro a qualquer custo, transformando aquela leitura em um vício.
Visão: Uma história simplesmente comovente, pois o autor traz toda aquela perspectiva de vida de um Jovem, Li Cuxin, onde dentro de uma China fechada sob o comunismo, o que traz uma curiosidade maior sobre como funcionou o governo de Mão. Essa curiosidade, para quem fica no ocidente, fica exacerbada na falta de informação sobre a China e seu regime totalitário. Essa falta de informações sobre a China no mundo ocidental ainda é  pertinente, tornando o livro bem mais febril, digo isso, pois é uma escrita tão detalhada, que quando eu estava lendo me sentia parte daquele mundo pobre e desigual, ao ler, você sente as angústias, a  alegria do personagem, chorando, rindo e comemorando, como se você estivesse assistindo um filme. O escritor consegue exacerbar da melhor maneira todos os sentimentos contidos nesta vida de superação. Cuxin, um menino pobre, da China comunista, uma sociedade que era alienada e imune de qualquer informação do exterior. Partindo desta perspectiva, um jovem que nasce de pais extremamente honestos que construíram um amor pródigo e que serve de exemplo para toda a Vila. Crescendo cercado de amor com seus irmãos, porém, cheio de fome e muito trabalho, onde cresceu  com o sonho de ir embora, de conhecer outros mundos, uma outra relidade, que achava que não existia. Até o dia que ele é chamado para aprender a arte da dança na Academia de Pequim, o autor transmite com maior simplicidade e verdade as sensações, os pensamentos, os sentimentos, fazendo o leitor sentir-se participante da história.
Logo após se tornar bailarino, Cuxin, aprendeu a arte das mais diversas formas, onde conhecendo seu professor mais querido, proporcionou o verdadeiro sentimento da dança.
Depois de muita luta, Cuxin consegue ir para o grande lugar, aquele local proibido até se falar, onde deveria ser o inferno, o Estados Unidos da América, onde despertou todos os sentimentos de alegria e desconfiança, onde começa a brigar com suas ideologias, suas crenças, sua cultura como um todo.
A partir desta fase, ao voltar para a China, achou que já tinha enfrentado tudo, começa sua verdadeira luta, luta essa contra sua cultura, seu povo, seus sentimentos


Bom, já falei de mais só para deixar curioso. A história é tão maravilhosa, que ao acabar o livro, você fica desesperado por uma continuação, desejando que aquilo não acabasse de forma nenhuma. Livro perfeito. Vale muito a pena.