domingo, 20 de dezembro de 2015

Resenha: Quem me educa?

Um livro simples que vale a prna ler, confira:

Editora: Arx
Aut@r: Dante Donatelli
Capa: A capa traz um misto de curiosidade e questionamento. Gostei desta sensação e foi por isso somado a sinopse que comprei o livro e não tive arrependimento. 
Narrativa: Muito clara, tendo uma leitura extremamente confortável, contudo, há algumas dificuldades durante o livro com palavras extremamente complexas e uma mistura que o autor faz durante os capitulos, onde ele fala de muito conteúdo ao invés de centralizar em um só, tornando-se prolixo, por exemplo. 
Visão: Um livro que estiga a mente ao máximo, trazendo inúmeros questionamentos do que realmente significa viver em comunidade, se tudo que ouvimos, aprendemos, seguimos, entre tantas outras coisas são realmente corretas e se realmente fazem sentido para a vida. O autor traz todas as perspectivas sociais, antropológicas, culturais, educacionais e mercadologicas, tornando a leitura plural e cheia de conhecimentos. Para falar sobre a escola e o que ela representa para o meio social, o autor divide o livro em partes, onde o mesmo explica suas perspectivas sobre a vida pública e privada, sobre a construção da ideologia educacional no mundo burguês e capitalista.
Em um primeiro momento o autor escreve sobre a construção da sociedade de acordo com a necessidade do mundo capitalista em educar os "ignorantes" sob a necessidade da profissionalização, consequentemente, maior produção, contudo, com a evolução da sociedade e as mudanças dos papéis sociais estabelecidos durantes muitos anos. Dentro desta perspectiva, o autor traz a espetaculatização da psicologia nas escolas e sua fome de adentrar a vida privada do indivíduo, partindo da necessidade de explicar toda e qualquer ação do aluno em questão. Ainda dentro desta perspectiva, Dante Donatelli traz o questionamento - qual o viés correto a ser tomado nas escolas? - desde quando o privado inflinge no público?
A leitura torna-se maravilhosa ao trazer inúmeras problemáticas no coinsiente do leitor e durante a leitura a necessidade de se questionar, de parar para pensar se realmente tudo que o autor diz acontece mesmo, se a vida em público mudou realmente para melhor e principalmente, se a nossa educação melhorou ou só está maquiada de boa educação.