sexta-feira, 29 de maio de 2015

Filme: Mera coincidência

Título original
Hoje vou postar sobre o filme Mera coincidência, do diretor Barry Levinson, que meu professor de teorias e técnicas de propaganda recomendou a sala. O filme de 1997 ,traz uma perfeita perspectiva de como a mídia pode manipular e desviar a opinião e sua concepção de mundo. Somando o poder da mídia com a política, exercer o sufrágio tornou-se para o indivíduo uma tarefa árdua de analisar profundamente todos os lados [notícias]. Persuasão para atingir sucesso parte da organização, onde tudo deve ser plenamente pensado, planejado e organizado. Mera coincidência, apesar de ser uma comédia, traz fortes conceitos de marketing, pensar para depois agir, visualizar qual a melhor maneira de atuar. Um produto [no caso o presidente] tem sua campanha principal no conservadorismo, contudo com eventos intervenientes sua equipe trabalha todo um projeto de marketing, ficando exacerbado uma crítica aos meios de comunicação e dos efeitos que podem causar na população. Na cena (47:08min) onde tudo parece perdido, é feito uma ação de reposição do produto [a imagem do presidente], utilizando mais uma vez do poder da mídia sobre a sociedade com objetivo de mudança de foco, onde podemos fazer uma analogia desta cena com a ditadura militar, que utilizou-se da Copa do mundo [paixão brasileira pelo futebol] junto com a televisão [onde toda a sociedade tinha acesso], para desviar a atenção da população das barbáries e arbitrariedades do Estado com diversos indivíduos.
Mera coincidência apesar de ser um filme relativamente antigo, mostra como o poder do marketing junto com a mídia possuem um poder imensurável de persuasão, transformando o sentimento do indivíduo em uma pseudo-individualidade [Wolf, Mauro; Teorias da comunicação; Editorial Presença; Lisboa; 1992], transformando este mesmo indivíduo como ser alienado, onde as notícias induzem a acreditar que são reais as pesquisas e informações ali veiculadas, utilizando da estratégia dos apelos lógicos e emocionais como o medo, a inveja,  o desejo e, principalmente do senso da população por novidade. Porém, esta perspectiva do marketing [político] representado no filme, legitima ainda mais uma visão negativa que a sociedade possui do marketing [principalmente a propaganda].
Portanto, Barry Levinson construiu uma comédia muito bom construída, apresentando os conceitos da escola de Frankfurt, do marketing e da propaganda, onde o mesmo deixa pressuposto nas cenas críticas sobre a mídia de massa [mass media], da política e do marketing, mostrando como a mídia forma e/ou muda conceitos e opiniões dos indivíduos e, como o marketing [organização e planejamento] utilizado da maneira correta, apresenta benefícios mais que satisfatórios. Outra perspectiva construída dentro do filme é de perseverança, trabalhar com marketing é pensar constantemente, organizando sempre.