terça-feira, 28 de julho de 2015

Resenha: Extraordinário

Editora: Intrínseca
Aut@r: R. J. Palacio
Capa: Perfeita. Prefiro milhões de vezes essa capa (que é da primeira edição do livro) que a segunda edição do livro, que é em fundo azul. 
A capa de fundo em branco brilhante, leva todo o destaque para o rosto, parecendo que o menino está te olhando, onde ao mesmo tempo disfarça ou para alguns, está olhando para o que está do seu lado. A capa é ambígua e original.
Narrativa: Muito fluida. Apresenta uma linguagem extremamente contemporânea e jovial, proporcionando conforto e rapidez.
Visão: Não sei se vocês gostam de livro que mexam com seus sentimentos. Palacio trouxe para seu público um livro completo, apesar de clichê, com aquelas mesmas histórias tristes, acompanhado de superação (contei já né? Deixa no suspense como foi), traz um conceito vivenciado bastante nos dias de hoje. A doença está aí para todos, como também, a dificuldade de compreensão [aceitação] da sociedade perante as diferenças. O autora constrói a história de um menino, August, que nasceu com diversos defeitos em sua aparência, onde é restringido de viver "normalmente" por conta do preconceito, dos olhares, do bullying, entre outras formas de coerção.
"Nunca vi o August como as outras pessoas o viam. Eu sabia que seu rosto não era exatamente normal, mas não entendia por que as pessoas que não nos conheciam pareciam tão chocadas ao vê-lo. Horrorizadas. Enjoadas. Assustadas.
O livro se torna perfeito pela forma como a autora conta a história do August, ou melhor, Auggie, com sua família. Separando seus capítulos em pontos de vista, de cada membro da história - família ou amigos - e dentro dessas partes, a autora coloca as situações do cotidiano, trazendo o leitor cada vez mais próximo do personagem. O modo como Palacio escreve, te deixa envolvido com a história, fazendo rir e chorar, se indignar e problematizar essa falta de compreensão da sociedade com as diferenças. Esse livro serve de aprendizado, por assim dizer, de que a vida não gira em torno do nós mesmos, devemos aprender a conviver com uma sociedade plural, diversa e diferente. Como o próprio "slogan" do livro: "Não julgue um menino pela cara".
Uma história de doença, união ou não, preconceito, discriminação, segregação, comédia, amor e muuito mais.