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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Resenha: A revolução dos bichos

Gente, que livro maravilhoso. Sincera e honestamente, tinha ouvido falar dessa livro milhares de vezes porém, ter o prazer de lê-lo é incomparável. 
Editora: Companhia das Letras
Aut@r: George Orwell
Capa: Como sempre os livros da Companhia de letras são de extrema qualidade, sejam as folhas ou a capa e, nesta edição, não é diferente. Com um dos principais personagens da história, o porco, a capa traz a sensação de leveza e ao mesmo tempo curiosidade.
Narrativa: Super dinâmica! O autor fomenta a curiosidade a cada parágrafo, a cada capítulo, instigando sua curiosidade cada vez mais. Sua escrita rápida e objetiva, deixa o livro com um ar mais sério, contrastando com a capa, meio infantil.
Visão: George Orwell traz o conceito da exploração dos ricos para com o proletariado. Para exemplificar melhor o contexto de sua história, o autor trouxe dentro desta perspectiva animal, como aqueles que são explorados detém uma força inimaginável, e que se essas pessoas [animais, no caso da história], tomassem consciência de sua força, a tomada do poder é inevitável. Desta maneira Orwell ,traz uma crítica a tirania e exploração, da melhor maneira possível, que é relatando como os animais São explorados pelos seres humanos, e como esses mesmos animais, revoltados com as exploração do homem, os animais planejam tomar o poder e expulsar seu dono, transformando a granja no local só dos animais. 
"O homem é a única criatura que consome sem produzir. Não dá leite, não põe ovos, é fraco de mais para puxar o arado, não corre o que de para pegar uma lebre". 
Nesta perspectiva, a história consegue envolver o leitor, em determinado momento, que você ainda esta nas primeiras páginas e, que parece que já está no final? e ai, você questiona - isso não deveria ser o final? O que vem depois? E nisto, já curiosidade fica cada vez mais instigada, querendo descobrir mais e mais o que vai acontecer. E quando você pensa que já chegou no limite da história, o autor vem com uma traição somado a um grande mistério, e ai, sua cabeça começa a ficar ainda mais curiosa para o final. Quando você menos espera, o final chega. Pá. Acabou. 
É excepcional a maneira como George escreve, simples e objetivo, entretanto, consegue manter a historia. Não posso falar muito se não vou querer contar o livro. Super recomendo a leitura. 

terça-feira, 28 de julho de 2015

Resenha: Extraordinário

Editora: Intrínseca
Aut@r: R. J. Palacio
Capa: Perfeita. Prefiro milhões de vezes essa capa (que é da primeira edição do livro) que a segunda edição do livro, que é em fundo azul. 
A capa de fundo em branco brilhante, leva todo o destaque para o rosto, parecendo que o menino está te olhando, onde ao mesmo tempo disfarça ou para alguns, está olhando para o que está do seu lado. A capa é ambígua e original.
Narrativa: Muito fluida. Apresenta uma linguagem extremamente contemporânea e jovial, proporcionando conforto e rapidez.
Visão: Não sei se vocês gostam de livro que mexam com seus sentimentos. Palacio trouxe para seu público um livro completo, apesar de clichê, com aquelas mesmas histórias tristes, acompanhado de superação (contei já né? Deixa no suspense como foi), traz um conceito vivenciado bastante nos dias de hoje. A doença está aí para todos, como também, a dificuldade de compreensão [aceitação] da sociedade perante as diferenças. O autora constrói a história de um menino, August, que nasceu com diversos defeitos em sua aparência, onde é restringido de viver "normalmente" por conta do preconceito, dos olhares, do bullying, entre outras formas de coerção.
"Nunca vi o August como as outras pessoas o viam. Eu sabia que seu rosto não era exatamente normal, mas não entendia por que as pessoas que não nos conheciam pareciam tão chocadas ao vê-lo. Horrorizadas. Enjoadas. Assustadas.
O livro se torna perfeito pela forma como a autora conta a história do August, ou melhor, Auggie, com sua família. Separando seus capítulos em pontos de vista, de cada membro da história - família ou amigos - e dentro dessas partes, a autora coloca as situações do cotidiano, trazendo o leitor cada vez mais próximo do personagem. O modo como Palacio escreve, te deixa envolvido com a história, fazendo rir e chorar, se indignar e problematizar essa falta de compreensão da sociedade com as diferenças. Esse livro serve de aprendizado, por assim dizer, de que a vida não gira em torno do nós mesmos, devemos aprender a conviver com uma sociedade plural, diversa e diferente. Como o próprio "slogan" do livro: "Não julgue um menino pela cara".
Uma história de doença, união ou não, preconceito, discriminação, segregação, comédia, amor e muuito mais.


Resenha: O menino sem imaginação

Editora: Editora Ática
Aut@r: Carlos Eduardo Novaes
Capa: Bastante infantil, sem muitos detalhes, concentrando toda atenção no título. Poderia ser muito melhor.
Narrativa: Leve, fácil e envolvente.
Essas são as três principais características da escrita de Carlos, que por ser um livro infantil não oferece muitas dificuldades porém, nada muito infantilizado, proporcionando a qualquer público uma boa leitura.
Visão: Quem depois de velho não gosta de ler um bom livro infantil? Eu mesmo adoro e hoje trago para vocês um livro que super gostei, onde recomendo.
Esse livro de Carlos Eduardo Novais, O menino sem imaginação, traz toda uma crítica de uma sociedade alienada em forma de história infantil. Para quem já leu sobre teoria crítica, indústria cultural, entre outras tantas teorias da comunicação, quando terminar de ler este livro vai compreender que o autor, traz de maneira excepcional a maneira como no Brasil, há uma necessidade inigualável da televisão. A televisão é mais importante que um livro e, para algumas pessoas, mais importante que outras pessoas. 
Dividido em 19 capítulos, Carlos traz a história de um menino e sua família, onde todos são viciados em televisão, menos sua irmã e, de maneira mais crítica, seu avô. No desenrolar da história, o Brasil passa por uma pane na transmissão dos programas televisivos, deixando todos na “mão”. O Tavinho, personagem principal da trama, é um menino que não consegue ter imaginação - agora tenta imaginar não ter imaginação, consegue? Ou uma pessoa sem televisão, que não consegue ter imaginação? – Difícil né? Pois é, nesta perspectiva, o autor te prende em uma leitura bastante confortável, trazendo para um outro universo. Quando problematizamos como a sociedade brasileira é dependente de televisão e que não é condicionada a ler, temos uma “sociedade problema”. Dentro destas perspectivas, essa história faz você rir e pensar bastante sobre como devemos utilizar os meios de comunicação moderadamente e, abusar bastante da leitura. 
Eu recomendo essa história maravilhosa, que não vou procurar falar mais, só vocês lendo.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Resenha: Entre Ossos Agora

Essa vai para quem gosta de literatura brasileira e adora a leitura de contos.
Editora: Record
Aut@r: Maitê Proença
Capa: Não vou mentir, comprei o livro pela capa. Essa edição amadora da capa, a mistura dos tons de azul do título do livro com o fundo e a expressão positiva de Maitê proença me conquistaram. Essa edição amadora se encaixou perfeitamente no livro.
Narrativa: O modo de escrita utilizado por Maitê traz um acolhimento para com o leitor, porque ela utiliza elementos bastante populares porém, sem ser prolixo ou vulgar.
Visão: No primeiro capitulo, Maitê traz suas crônicas [se é verdade ou não, eu não sei] muito para o lado sentimental, sobre a vida, uma realidade paralela, que nós, como telespectadores imaginamos das pessoas públicas porém, não sentimos na pele. Ela consegue escrever de uma maneira que prende o leitor, fazendo rir ou ficar com os olhos como se tivesse acabado de colocar um bom colírio. 
O amor. Ah o amor! Uma visão romântica, utópica ou real, seja lá o que for, na segunda parte, Maitê, mostra uma versão cheia de romance, quase um livro do século XVIII, mostrando profundamente com o os sentimentos podem mexer com os órgãos do corpo ou com a libido, mostrando que a emoção pode ser maior que a razão e que amar, ah, amar é mais importante que qualquer opinião externa. As crônicas te envolvem, possuindo todo seu coração e, para quem esta amando, realça a ternura e para quem não está amando, enche o coração de esperanças, caso não encha, amolece a dureza dos anos. 
Cheio de amor, ternura e utopia, Maitê traz aquela perspectiva de fantasia, de história cotidiana, mantendo seu estilo de escrita que procura confundir o leitor para aquele mesmo questionamento - é verdade? Aconteceu com ela? Será que é isso que ela pensa? Porém, a autora fala que no amor, não existem só coisas boas, existe o abandono, a falta de compreensão, a traição, a falta de honestidade e pior, a violência, e a autora traz essas perspectivas sem sair da visão romântica. 
Sexo, desejo, conquistar com amor, esses são os temas envolvidos nas crônicas no terceiro capítulo do livro, que te envolve entre suas linhas. Contos [verdade eu não sei] que te fazem pensar um pouco sobre o que realmente se chama relacionamento.
P.s - o livro traz textos heteronormativos, as vezes machistas, com algumas utopias de vida. 
O que é a vida? Quais são as suas dificuldades, seus questionamentos, suas conquistas, entre tantas outras coisas que foram nossa identidade, que constroem nossa visão de mundo. Dentro desta perspectiva, Maitê escreve no quarto ato do livro, sobre as coisas da vida, sobre seu redor, sobre as pessoas, utilizando estereótipos, sendo verdadeira, sendo preconceituosa. 
Quinta parte, a autora traz as mazelas da vida [ou da sua vida, Sabe la Deus] do cotidiano. Opinião sobre outros indivíduos, da sociedade, da convivência ou simplesmente as dificuldade enfrentadas no amor, no sexo e no ato de desejar. Pois, desejar é fácil, difícil é lutar para conseguir alcançar. Temas como homossexualidade, gravidez aos 40 anos e, como a autora traz de forma exacerbada, a religião. 
Na sexta parte, Maitê traz crônicas mais pessoais, com suas opiniões [verdadeiras ou não], suas angustias, entre outras problemáticas da vida.
"Não é verdade que o amor seja um sentimento incondicional, há hiatos no amor. Tem horas em que a tolerância, a generosidade e as virtudes que o acompanham sucumbem às circustâncias. Tem horas que você quer ver o seu amor morto porque seria um alívio. Esta é a verdade".
Sexo, índios, Brasil, educação, honestidade, entre tantos outros temas do nosso dia a dia, Maitê escreve com um tom de acontecimento pessoal, firmando a impressão que temos no início do livro, que ele é autobibliografico, tornando-o envolvente, explico: o tom machista e heteronormativo utilizado pela autora traz a sensação de estar lendo coisas da cultura brasileira. 
No último ato, Maitê traz uma conclusão sobre o livro, sobre as histórias e suas perspectivas.
Vale a pena ler! 

sábado, 18 de julho de 2015

Resenha: A cultura do supérfluo

Editora: Garamond
Aut@r: Pólita Gonçalves
Capa: Com uma foto que traduz o título do livro e seu objetivo, porém o efeito de estilo negativo, traz a sensação de amadorismo - por assim dizer, dando um aspecto feio. Aquela afirmação de comprar um livro pela capa, não iria funcionar neste daqui.
Narrativa: Perfeita!  A autora traz as verdadeiras perspectivas necessárias de preservação do cotidiano da sociedade, mostrando que o consumo é muito mais que ir no shopping e fazer compras.
Visão: Pegar no livro, a cultura do Supérfluo, é sentir um livro leve, que passa uma sensação de ser 100% "verde". Nas oito partes, o livro segue sua narrativa sempre muito didática, trazendo exemplos e links para que o leitor possa consultar e ampliar seu dicionário. Nos dois primeiros capítulos, a autora foca mais no consumo, procurando (des)construir o sentido que a sociedade conhece como consumo, mostrando seus tipos e quais os impactos no meio ambiente.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Resenha: O homosseuxal visto por entendidos

Editora: Garamond universitária
Aut@r: Carmen Dora Guimarães
Capa: Muito simples, com um único tom de verde e traz as informações mais básicas do livro. O que me chamou atenção nesta capa foi o desenho abstrato, que ora parece uma flor, ora parece uma borboleta e por fim, parecem moléculas.
Narrativa: O livro originou-se de uma tese de mestrado, com uma linguagem bem simples e fluente durante todo o livro. Única crítica para a construção do livro são algumas citações que estão em outra lingua e os organizadores não fizeram uma nota ou algo que leve o leitor - incipiente em outra língua - possa compreender melhor o livro, sendo necessário recorrer ao google tradutor. 
Visão: Nesta tese de mestrado, Carmen Guimarães, traz as perspectivas de ser homossexual em uma sociedade vista de dentro. O livro se divide em três capítulos, onde no primeiro capítulo, a autora traz a perspectiva de silêncio quando trata-se de sexualidade, onde ela explica a produção do silêncio e o desvio do assunto. No Segundo capítulo, é exaltado que a sociedade deve ser constituída de semelhanças, onde a homossexualidade é tratada como uma ação desviante, "anormal". Já no terceito capítulo as coisas se invertem e Carmen inverte as perspectivas do capítulo anterior e traz uma ideia de que devemos sair da semelhança e partir para a diferença, porque devemos ser diferentes e legitimar nossa identidade, sem uma pressão da sociedade. Fazendo uma síntese da homossexualidade a partir de uma pesquisa antropológica com indivíduos definidos como homossexuais e trabalhando sob a perspectiva do mundo homossexual como "anormal" e, heterossexual "normal".
Carmem mostra como o mito do silêncio, de não mostrar a sua identidade homossexual, seja no meio social, profissional ou familiar. No segundo capítulo, ela mostra a diferenciação do meio homossexual-heterossexual ou entre o meio homossexual-homossexual, onde dentro da própria classe são definidas estruturas de poder, a bicha pobre escandalosa, o michê, o homossexual esclarecido e culturalmente desenvolvido, caracterizado como "normal" e, no fim a autora mostra as semelhanças. Em determinados momentos a autora apresenta uma visão estereotipada, preconceituosa da própria classe homossexual. A melhor citação do livro é onde a autora, trabalhando com a perspectiva de Douglas, Foucault e Bordieu, a hierarquização seja no meio homossexual ou heterossexual traz consequências. A categoria homossexual é avaliada negativamente em oposição a categoria heterossexual.
(volto a falar) A parte negativa do livro são as passagens em inglês, francês e espanhol que autora fa uso porém sem tradução. No primeiro capitulo a autora traz um aspecto real e frequente de homossexuais, o silêncio, o medo e o se esconder: A ideologia do silêncio. Transformando a homossexualidade como um desvio, uma coisa errada, uma doença, entre outras definições. Onde qualquer interesse sobre o tema é revestido de silêncio.
"No período de socialização infantil os 'pedagogos da sexualidade' manifestam explicitadamente quais comportamentos, atitudes e objetos para cada papel sexual e de gênero, sancionando índices de transgressões a 'normalidade'". A cultura brasileira como patriarcal e machista, traz uma dicotomização e delimitação de papeis sociais, sexuais e de gênero - masculino e feminino. No capítulo dois, trabalhando a perspectiva de diferença para semelhança, onde a exigência de verificação do eu, como real e homossexual através de que o individuo só vai saber se é homossexual mesmo se experimentar o que é ser heterossexual, onde a imposição da sexualidade é prefixado como exigência cultural e social. Trabalhando a não aceitação ou assumir a homossexualidade perante as pessoas (de fora do circulo de amizade) ou dentro do próprio circulo de homossexuais (amigos). A crítica a ações dos homossexuais pesquisados por Carmem apresenta visões preconceituosas sob a perspectiva de que os entrevistados deveriam ter atitudes "normais" em determinados ambientes, como no trabalho - atitudes desviantes. Sob a visão da sociedade, o homossexual é visto como uma pessoa doente, solitária, que precisa de ajuda ou companhia, que está a procura sempre e constantemente do amor homossexual, aquela pessoa carinhosa, amorosa, para a vida inteira. No ultimo capítulo, é visível a dicotomia e divergência das opiniões dos pesquisados a partir do meio homossexual, de como praticam uma segregação dentro de uma minoria, onde os mesmos reclamam da imposição de hierarquias, de relações de poder do meio heterossexual para com o homossexual porém, o próprio meio homossexual procura formas de segregar a própria classe, praticando formas de relações de poder, de quem detém a cultura dita como "normal".
Ao ler o livro, Carmen utiliza em alguns momentos o termo "homossexualismo", considerado de uso incorreto. Com objetivo de explicar a vida, formação e ideologia dos homossexuais, a autora vive, em parte, a vida dos seus entrevistados porém, a autora traz perspectivas de homossexuais caracterizados como hegemônicos, explico: traz a figura de gays brancos, da alta classe brasileira, que segue o padrão de beleza, entre outos fatores. O livro ao invés de (des)construir o pensamento queer, termina legitimando alguns aspectos da sociedade machista e heterossexista brasileira. Vale muito a pena utilizar desta leitura para amplicar o "dicionário intelectual", visando construir uma visão crítica. O livro serve como base para uma discussão fluente e intensa.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Resenha: A TV no armário

Editora: Edições GLS
Aut@r: Irineu Ramos Ribeiro
Capa: Chama bastante atenção. A soma do título em caixa alta, a cor predominante do roxo e as cores da bandeira gay no topo me chamaram logo atenção. Posso dizer que comprei o livro por dois motivos: Pelo tema (que eu amo) e pela capa.
Narrativa: Simplesmente maravilhosa! Uma linguagem completamente flúida, onde qualquer pessoa pode ler, mesmo que não conheça a teoria queer. O autor explica e exemplifica, tornando toda parte teória compreensiva.
A organização dos capítulos de forma sucinta, torna a leitura mais prazerosa.
Visão: Trazendo este paradigma (incrivél como ainda no século XXI a sociedade ainda seja tão conservadora) de sexualidade, Irineu Ramos explica sobre a teoria queer, sua contribuição para a libertação de gênero, identidade.
No primeiro capítulo, o autor discorre sem dificuldades - para ambas as partes - sobre a sexualidade e de sua representatividade na sociedade. Para alguns pode ser estranho o autor fazer todo um "arrudeio" para poder falar da TV em si porém, apresentar todo o conceito e história do pensamento queer torna o livro mais claro, objetivo e aberto para todos os públicos - porque quando se fala - em tese de alguma Universidade, as pessoas já olham de maneira diferenciada, devido a dificuldade de ler e interpretar o pensamento (para leigos) e o autor mostra neste livro que todos podem.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Os 27 erros mais frequentes na publicidade impressa

Visão: Apesar de ser um livro antigo,1986, o autor traz diversos exemplos de erros e acertos nas peças publicitárias estadunidenses que estão presente até os dias de hoje. Vemos que temas de segmentação de mercado e foco em determinado consumidor está presente desde aquela época. O livro traz a importância ao funcionário que não deve se limitar a atender ordens superiores (no campo da publicidade) e que a propaganda não é para pessoas que acham difícil manejar as frustrações.
Como o livro é antigo, ele faz uma síntese completa de como funciona uma hierarquia dentro de uma empresa (com ou sem uma agência de publicidade anexada) e, uma hierarquia dentro de uma agência de publicidade e propaganda.
Alec Benn, apresenta o assunto através de perguntas sucintas e, explicações claras sobre as questões relacionadas.
Como o empresário deve escolher uma agência de publicidade; Como determinado anúncio deve se apresentar para a sociedade e em qual meio deve ser divulgado (TV, rádio, revista, jornal); Como agregar valor aquela propaganda e qual objetivo ela deve prospectar;
Essas são algumas questões das 27 respondidas pelo autor de forma objetiva, mostrando exemplos como o da Volkswagen, Tylenol, entre outros.
No final, o livro mostra todas as 27 perguntas juntas com respostas resumidas com objetivo de relembrar e fixar.

Capa: bastante didática e aquela coisa bem comum de numerar erros. 
Narrativa: muito fluente. Um livro particularmente antigo porém, que preserva boas características. Muito bem traduzido. 
Linguagem: como disse acima, muito bem traduzido, sem nenhum problema de leitura ou de interpretação de texto. Ao ler o livro você tem a impressão de que o livro é atual de tão bom.
Eu adorei e adotei esse livro e trago essa Indicaçao para vocês. 
P.s - comprei ele em um sebo muito bom em Salvador, super indico. Em outro momento falarei dele para vocês. 

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Filme: Mera coincidência

Título original
Hoje vou postar sobre o filme Mera coincidência, do diretor Barry Levinson, que meu professor de teorias e técnicas de propaganda recomendou a sala. O filme de 1997 ,traz uma perfeita perspectiva de como a mídia pode manipular e desviar a opinião e sua concepção de mundo. Somando o poder da mídia com a política, exercer o sufrágio tornou-se para o indivíduo uma tarefa árdua de analisar profundamente todos os lados [notícias]. Persuasão para atingir sucesso parte da organização, onde tudo deve ser plenamente pensado, planejado e organizado. Mera coincidência, apesar de ser uma comédia, traz fortes conceitos de marketing, pensar para depois agir, visualizar qual a melhor maneira de atuar. Um produto [no caso o presidente] tem sua campanha principal no conservadorismo, contudo com eventos intervenientes sua equipe trabalha todo um projeto de marketing, ficando exacerbado uma crítica aos meios de comunicação e dos efeitos que podem causar na população. Na cena (47:08min) onde tudo parece perdido, é feito uma ação de reposição do produto [a imagem do presidente], utilizando mais uma vez do poder da mídia sobre a sociedade com objetivo de mudança de foco, onde podemos fazer uma analogia desta cena com a ditadura militar, que utilizou-se da Copa do mundo [paixão brasileira pelo futebol] junto com a televisão [onde toda a sociedade tinha acesso], para desviar a atenção da população das barbáries e arbitrariedades do Estado com diversos indivíduos.
Mera coincidência apesar de ser um filme relativamente antigo, mostra como o poder do marketing junto com a mídia possuem um poder imensurável de persuasão, transformando o sentimento do indivíduo em uma pseudo-individualidade [Wolf, Mauro; Teorias da comunicação; Editorial Presença; Lisboa; 1992], transformando este mesmo indivíduo como ser alienado, onde as notícias induzem a acreditar que são reais as pesquisas e informações ali veiculadas, utilizando da estratégia dos apelos lógicos e emocionais como o medo, a inveja,  o desejo e, principalmente do senso da população por novidade. Porém, esta perspectiva do marketing [político] representado no filme, legitima ainda mais uma visão negativa que a sociedade possui do marketing [principalmente a propaganda].
Portanto, Barry Levinson construiu uma comédia muito bom construída, apresentando os conceitos da escola de Frankfurt, do marketing e da propaganda, onde o mesmo deixa pressuposto nas cenas críticas sobre a mídia de massa [mass media], da política e do marketing, mostrando como a mídia forma e/ou muda conceitos e opiniões dos indivíduos e, como o marketing [organização e planejamento] utilizado da maneira correta, apresenta benefícios mais que satisfatórios. Outra perspectiva construída dentro do filme é de perseverança, trabalhar com marketing é pensar constantemente, organizando sempre.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Um país chamado favela - Renato e Celso

Essa construção de Renato Meirelles e Celso Athayde, união de duas figuras da sociedade brasileira, Renato presidente do data popular, especialista em mercado emergente e Celso um produtor cultural, focado nas favelas e periferia. Os dois fundaram o Data Favela e tiveram a ideia de criar um livro que mostrasse a realidade da população da favela, do seu dia-a-dia, sua economia (produçao, consumo, etc.) e de como os poderes públicos e privados deveriam ver com outros olhos este espaço popular. 
Confira detalhes abaixo: